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Por Luís J. Santos

A moda dos cafés de gatos chega a Espanha. A Gatoteca abriu em Madrid e propõe sessões ronronantes, entre cafés e sumos


Por terras de Espanha, os madrilenos são também chamados de "gatos". Agora, o apodo ganha nova força, graças à abertura do primeiro café de gatos na capital espanhola. A Gatoteca foi inaugurada a meio de Outubro, no carismático bairro de Lavapiés, e vem no seguimento da contínua abertura de cafés similares pelo mundo fora. Mas, na sua versão madrilena, chega até com uma arranhadela original: mais que apenas um café, é um espaço para defender os felinos com unhas e dentes, um verdadeiro “clube do gato”.

Por aqui, “Valentino”, “Bowie”, “Vida” ou “Roco” passeiam-se por onde bem lhes apetece, preguiçam nas suas camas, passam o tempo entre brinquedos, labirintos, arranhadores ou a caçar festas dos clientes. A casa reparte-se por dois pisos, convenientemente decorados com fotos e pinturas relacionadas com os mundos dos gatos, num ambiente relaxante entre sofás, cadeirões e almofadões. Para os moradores, há comida e água sempre à disposição. Para os visitantes, há serviço de bebidas (não-alcoólicas, entre cafés, sumos naturais, chás, etc.), livros ou Internet sem fios gratuita.

Segundo conta a criadora do projecto, Eva Aznar, à Condé Nast Traveler espanhola, tudo começou por culpa da sua "paixão" tanto por gatos como pela cultura japonesa. Foi assim que se interessou pelos chamados neko cafés (neko é gato em japonês) que foram nascendo a Oriente. Como designer de interiores, decidiu desenvolver o projecto de criar o seu próprio café felino.

Porém, sendo certo que, do Japão, os cafés de gatos se têm propagado a todo o mundo – há um S. Petersburgo, prepara-se a abertura de outro em Londres e ainda recentemente demos conta de aberturas em Paris ou em Viena –, este espaço madrileno é o "primeiro com conteúdos de protecção animal". O café é também a sede da Associação Abriga, resumida como associação de beneficência para o resgate e inserção de gatos em adopção.

Na casa, encontra-se uma "colónia controlada de gatos, resgatados das ruas e de associações de protecção”, estando “disponíveis para adopções particulares". Até que chegue "esse feliz momento às suas vidas", os sócios e os visitantes pontuais podem "desfrutar do estabelecimento na companhia dos felinos, brincar com eles, acariciá-los, mimá-los".

Para manter a boa convivência, há regulamento para os visitantes: cuidado para que nenhum gatito fuja para a rua quando se abre a porta, nada de chatear algum bicho que esteja a dormir, nem pensar em levantar um no ar e, entre outras regras, não alimentar os felinos com comida que não seja a que lhes está destinada. E, por supuesto, o café é para visitar sem levar nenhum gato como companhia. Aos turistas, uma chamada de atenção: fotos com flash estão proibidas.

A entrada no espaço tem um custo, que assume a forma de "doações por tempo” à Abriga: meia-hora por 4€, 45 minutos por 5€, uma hora por 6€ - sendo que a entrada dá acesso às bebidas. O dinheiro, referem, permite "manter a sede aberta, assim como ajudar outros gatos sem lar, colaborar em projectos de educação e sensibilização com os gatos, terapia com animais, campanhas de resgate, esterilização, etc."

A Gatoteca fica no número 28 da rua Argumosa, abre diariamente das 11h às 22h30 (entradas até 21h30), excepto segundas, que abre às 15h.  

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