Guialazer

Eu vou (0 Pessoas vão a este evento)

Por Sílvia Pereira

Três anos depois de ter ocupado o São Luiz, a dupla Anabela Mota Ribeiro e André e. Teodósio torna a programar uma maratona de invasão de todos os seus espaços possíveis, tendo a diversidade como regra e a memória como regente.


A iniciativa chama-se Estar em Casa e regressa a propósito da celebração do 125.º aniversário do teatro, com peças, filmes, concertos, "performances" e muito mais.

Tão depressa se pode estar numa praia seca onde "toda a nudez não será castigada" como entrar numa visita guiada por Rita e Catarina Almada Negreiros, netas do homem que aqui apresentou o "Manifesto Anti-Dantas".

De um aquecimento com o bailarino Romeu Runa salta-se para um chá de panela solidário.

As conversas podem fluir em torno de "Melancolia e Adultério" com António Feijó, Clara Ferreira Alves e Pedro Mexia ou com as irmãs Mariana e Joana Mortágua acerca da "Memória das Casas".

Dos camarotes levam-se cartas e desenhos de amor, leituras de "tarot" e resultados de exames em consultórios (um fotográfico, outro poético-sentimental).

Quanto às crianças, estão à vontade para pintar (folhas nas) paredes com as artistas Mariana Malhão e Yara Kono. E ainda lhes é explicado Hopper, Cesário Verde, o racismo e até o sexo.