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Uma criação em progresso, apresentada em três partes, totalmente inspirada numa visão do estado da Nação: “um país sem memória” que a companhia afirma estar “a saque”. Ao todo chamaram “Monstro”. À primeira parte, “Calamidade”.
“Para o diabo com a delapidação da nossa dignidade, dia-a-dia, como quem nos faz pagar uma promessa da qual não temos memória de ter feito”, lê-se na apresentação do espectáculo. E é assim que a companhia de Joana Craveiro pretende ocupar-se ao longo de 2012: com um projecto que parte assumidamente de questões e considerações sobre o estado do país, marcadas por expressões como violação de “direitos fundamentais” ou o “absurdo” de se dizer “que emigremos, e que o desemprego pode ser um momento de grande criatividade”. Objectivo: não perder o discernimento, dizem.