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O crítico e filósofo francês Diderot e a sua noção de prazer à luz das palavras de Éric Emmanuel-Schmitt, numa comédia onde se homenageia o desejo.
Diderot é um mulherengo inveterado em retiro num castelo. É lá que a retratista Madame Therbouche o quer pintar "tal como a natureza o fez vir ao mundo". Ao mesmo tempo, o famoso filósofo recebe uma encomenda para que escreva um artigo sobre "Moral" para "A Enciclopédia", assunto que faltava à primeira obra de referência que reunia toda a informação sobre o saber humano.
A peça, que Éric Emmanuel-Schmitt diz ser a sua "mais exuberante", foi inspirada em factos reais, resultou de anos de pesquisa e é fruto da grande admiração do dramaturgo pela "figura extraordinária" que foi Diderot (1713-1784).
A versão de José Fonseca e Costa, abrilhantada pelo desenho de luz de Eduardo Serra e com cenografia de Costa Reis, conta com um elenco de luxo, liderado por José Raposo e Maria João Abreu.