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Por Mariana Mata

Há mais de vinte anos que duas mulheres vivem fechadas num velho teatro e lutam contra a sua anunciada demolição, defendendo os seus ideais até ao último alento. Uma comédia de José Sanchis Sinisterra que comemora uma vida dedicada ao teatro, a da consagrada actriz Eunice Muñoz.


Priscila e Natalia não saem do teatro há décadas, mais precisamente desde a estranha morte de Nestor Coposo, director da companhia, marido da primeira e amante de ambas. É por ele que ali decidem ficar a lutar, não sem antes estabelecerem algumas regras: nunca falarem da morte de Nestor e muito menos usarem a palavra assassinato; dedicarem a existência a encenar “O Cerco de Leningrado”, texto da autoria de Nestor que crêem poder desvendar factos sobre a sua morte e que nunca chegou a estrear.

 

Encenada por Celso Cleto, a peça - a mais conceituada obra do dramaturgo espanhol Sanchis Sinisterra -, é uma homenagem aos profissionais de teatro e marca a comemoração em palco dos 70 anos de carreira de Eunice Muñoz. A actriz estreou-se em 1941 no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, em “Vendaval”, de Virgínia Vitorino. 

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