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    A Voz Humana

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Por Mariana Mata

O célebre monólogo telefónico, da autoria do escritor, poeta, pintor e cineasta francês Jean Cocteau, centrado numa mulher que sofre por amor.


"Dantes as pessoas viam-se. Podíamos perder a cabeça, esquecer as promessas feitas, arriscar o impossível, convencer aqueles que adorávamos através de um beijo ou de um abraço. Um olhar podia mudar tudo.”

 

Era assim que, em 1930, Cocteau (1889-1963) se referia ao tempo em que o telefone ainda não tinha sido massificado. “Mas, com este aparelho, o que acabou, acabou", continuava a propósito do dispositivo que alterou por completo a forma de comunicação.

 

Emília Silvestre encarna a personagem de Jean Cocteau que, no seu quarto, telefona ao amante que a abandonou. O que se espera encontrar numa voz? Uma resposta a descobrir nesta rede de comunicações em palco, onde se esperam interferências e se apresenta uma visão do Homem cada vez mais perdido na tecnologia, ao som da música original dos Dead Combo.

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