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Uma adaptação livre da ópera de Mozart pelo conceituado Peter Brook, no âmbito do Odisseia: Teatro do Mundo. A 5 de Maio no CCVF, em Guimarães, seguindo para o Carlos Alberto, no Porto (8 e 9).


Na apresentação lê-se que nas obras de Brook "adaptar pode ser um sinónimo de reduzir". Mas neste espectáculo "reduzir significa antes de tudo o mais recusar pesados e serôdios conceitos de ópera". Assim, restitui-se uma "''Flauta'' leve e efervescente" que permite o acesso "à magia e à ternura da obra" original de 1791, que, numa mistura de conto de fadas e aventura, relata a história de um príncipe, Tamino, e de um caçador de pássaros, Papagueno, que, atendendo ao apelo da Rainha da Noite, tentam resgatar a princesa Pamina, prisioneira no castelo de Sarastro, servo de Monostatos.

Mas há outras reduções nesta versão: a orquestra resume-se ao piano, o cenário faustoso a simples bambus, todo o teatro serve de palácio da Rainha da Noite e também de prisão aos dois amantes - Tamino e Pamina. E ainda o malvado Monostatos é branco e os comentários de cariz machista foram abolidos. As árias são cantadas em alemão e a narrativa é reservada aos diálogos, em francês.

Aos 86 anos, Peter Brook está entre os mais respeitados dramaturgos do mundo, tendo recebido o Prémio Internacional Ibsen 2008 por, considerou o júri, demonstrar na sua obra a capacidade do teatro para unir os homens.

M.M. (PÚBLICO)

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