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Foi a primeira peça de teatro da escritora e dramaturga francesa Marie NDiaye, estreada nos palcos parisienses em 2002. Em Portugal, é recebida pelo Centro Cultural de Belém, em finlandês, pela mão da multifacetada Cilla Back. Uma história sobre escravidão moderna, em apenas um acto. De 17 a 19 de Março, em Lisboa.


A história apresenta a senhora Lemarchand (Minna Haapkylä), uma dona de casa de classe alta que contrata Hilda para sua empregada doméstica e ama dos três filhos. Só que a senhora fica completamente obcecada por ela, subordinando-a física e mentalmente. Nesta encenação de Cilla Back, a história é contada com um humor absurdo sem que Hilda - a personagem central -, apareça sequer em palco.

Cilla Back apresenta-se ao CCB ao abrigo do projecto Prospero que coloca seis teatros europeus em colaboração. A artista, associada à universidade finlandesa de Tutkivan Teatterityön Keskus, em Tampere, é cenógrafa, figurinista e coreógrafa das suas próprias produções, além de encenadora. Nesta peça também é responsável pela música. Segundo a própria, "''Hilda'' é talvez a manifestação mais perspicaz e cruel do olhar impiedoso e irónico de NDiaye". Daí a sua escolha para apresentar ao projecto Prospero, que tem como objectivo "demonstrar que a arte e a cultura representam uma força motriz capaz de dinamizar a criatividade, a mudança e a coesão."

A escritora franco-senegalense Marie NDiaye é conhecida por apresentar retratos intensos da mentalidade moderna, repletos de ansiedade, humor, crueldade, humilhação e incerteza. A sua obra "Trois Femmes Puissantes" (2009) - sobre três mulheres africanas que, contra todas as adversidades, lutam por manter a sua dignidade - recebeu o Prémio Goncourt.

M.M. (PÚBLICO)

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