Guialazer

Por PÚBLICO

Lisboa espreita a obra de Ozias Filho. O Porto mostra a arte de Alberto Péssimo.


"Quasinvisível"

Arquitectura, vitrinas e sinaléctica cruzam-se na série de fotografias urbanas apresentada pelo brasileiro Ozias Filho (n.1962, Rio de Janeiro). "Em nenhuma das imagens feitas ao longo deste período incluí a pessoa física", explica, mas "em tudo se vê a mão do ser humano". A exposição é apresentada no âmbito do programa Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-americana da Cultura 2017. Pode ser vista na Casa da América Latina, de segunda a sexta, entre as 9h30 e as 18h (encerra para almoço das 13h às 14h30). Até 27 de Julho, com entrada livre.

Alberto Péssimo x 3 no Grande Porto

"Sonhar a Bíblia", no Museu da Misericórdia do Porto (até 10 de Julho); "Fogo no Paiol" na Galeria Municipal de Matosinhos (até 17 de Junho); "Lavoura", no Lugar do Desenho, Gondomar (até 9 de Julho). Não é uma situação normal: três exposições em simultâneo de um mesmo artista no Grande Porto! No Museu da Misericórdia, podemos ver 13 trabalhos de grande dimensão sobre o imaginário bíblico. Em Matosinhos, são 21 obras a óleo sobre madeira, retratando figuras absorvidas pela doença, velhice ou solidão, através de largas pinceladas em tons fortes. No Lugar do Desenho, uma série de trabalhos inspirados em "Lavoura Arcaica", o primeiro romance do brasileiro que foi o último Prémio Pessoa (2016), Raduan Nassar. E sobre os quais Nuno Higino escreve: "A lavoura de Alberto Péssimo esventra o campo, esconde o que está à superfície e traz à luz a terra fumegante do interior". Já sobre "Fogo no Paiol", Saguenail e Regina Guimarães ressaltam que o artista "expõe a dor e a fragilidade dos seus retratados – coisa que deles faz um reflexo pouco deformado de nós mesmos – e oculta os labirínticos corredores e muralhas que os enclausuram e separam de nós". Diferentes olhares para um percurso inédito em volta da arte de Alberto Péssimo.