Guialazer

Por Rita Pimenta

Já muitas versões deste clássico ocuparam esta página. Aqui vai mais uma. Desta vez, a história dos três porquinhos que saem de casa dos pais para se tornarem independentes tem a arquitectura portuguesa como cenário. Uma boa ideia.


O livro começa assim: "Era uma vez três porquinhos que viviam numa linda casa com a sua mãe." E logo nos mostra o primeiro edifício da história, a Casa de Santa Maria, em Cascais, desenhada pelo arquitecto Raul Lino e construída em 1902.

É sabido que o porquinho mais novo constrói uma casa de palha, que o lobo derrubará com um sopro. Aqui, é-nos mostrada uma obra de Manuel Aires Mateus num projecto na Comporta, Casas na Areia.

O porquinho do meio, um pouco mais trabalhador do que o mais novo, constrói uma casa de madeira. Aqui, "entra" o arquitecto Carlos Castanheira, com a Casa Adpropeixe no Gerês. "Um dos raros exemplos de arquitectura de madeira em Portugal", explica-se no final do livro.

Por último, vem a casa mais robusta, imaginada pelo porquinho mais velho e construída com uma alegre equipa. Será nesta que o lobo entrará pela chaminé, depois de muito soprar, e acabará por se queimar numa panela de água a ferver. A casa do irmão mais velho é a Casa das Histórias, em Cascais. Projectada por Eduardo Souto Moura, acolhe o museu da artista plástica Paula Rego. De betão, resistiu ao sopro e protegeu os manos. Um bom refúgio para quem gosta de histórias.

Os Três Porquinhos
Texto | Isabel Almeida e Brito
Ilustração | José Guimarães
Edição | Alêtheia
44 págs.
12€

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