Guialazer

Por Rita Pimenta

Este livro nasceu de uma pergunta de criança: "Porque é tão lento o caracol?" Luis Sepúlveda, que na altura não soube responder ao seu neto Daniel, prometeu-lhe no entanto que haveria de encontrar uma explicação. Cá está ela.


Aqui se conta a rebeldia de um caracol que queria ter nome e não percebia a razão por que era tão lento. Pediu ajuda ao mocho de olhos fechados. "Abro-os à noite e vejo tudo o que há; durante o dia fecho-os e assim vejo tudo o que houve." Disse-lhe a ave que era lento porque carregava um grande peso. Ela própria carregava lembranças que a impediam de voar. O caracol não se convenceu e seguiu viagem. Lentamente, muito lentamente.
 
Seria um outro animal de igual lentidão, a tartaruga, que lhe daria as respostas certas e as perguntas que lhe faltavam. Foi também ela, que se chamava Memória, que baptizou o caracol com o nome Rebelde.
 
O autor conta a história numa linguagem poética e o ilustrador ilumina-a com expressividade e imaginação. Um ambiente bucólico percorre o livro, mas Paulo Galindro dá-lhe notas de humor.
 
O caracol há-de voltar a casa, o País do Dente-de-Leão, mais sábio e corajoso. Com ele, os companheiros vão saber finalmente o que é a liberdade. Mas devagarinho. Sem pressa.
 
História de Um Caracol Que Descobriu a Importância da Lentidão
Texto | Luis Sepúlveda
Tradução | Helena Pitta
Ilustração | Paulo Galindro
Edição | Porto Editora
112 págs.
13,90€

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