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Com tanta gente a rumar às praias, esta pode ser uma excelente altura para redescobrir o refúgio (e a sombra) dos jardins
Jardim Botânico de Lisboa
É, decerto, um dos lugares mais frescos da capital. E, recuperado, o Jardim Botânico de Lisboa reclama por visitantes que testemunhem a presença de um verdadeiro mapa-múndi orquestrado por plantas, de grande e pequeno porte, provenientes de todo o mundo.
Ao longo de quatro hectares é possível encontrar vidas dos cinco continentes e, por todos os cantos, imperam o silêncio, a tranquilidade e o frescor.
E, agora, surge de cara lavada. Os arruamentos principais foram nivelados, taparam-se buracos, pintaram-se bancos, arranjaram-se pontes. Até há a possibilidade de ouvir a água a correr, o que não que não acontecia há mais de dez anos, devido à impermeabilização do lago principal.
O Jardim Botânico, Monumento Nacional, representa um património de inegável interesse histórico, cultural e científico, integrado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tendo o Museu de Ciência da universidade e o Museu Nacional de História Natural como vizinhos.
Em complemento ao jardim, sugere-se uma visita ao Borboletário, reaberto na Primavera, que permite conhecer as espécies de borboletas que existem em Portugal. Para saber ainda mais sobre as borboletas, nomeadamente as 135 espécies diurnas que existem em Portugal, poderá inscrever-se num curso que decorre a 15, 16, 22 e 23 de Setembro, que inclui até uma saída de campo para observar algumas borboletas no seu habitat.
Entre um vasto leque de actividades, poderá também visitar a exposição "A Aventura da Terra - um planeta em evolução" no Museu Nacional de História Natural; no domingo, há visitas guiadas aos sábados e domingos, às 16h, não sendo necessária marcação prévia (e no último domingo de cada vez, visitas dramatizadas com a "presença" de Darwin).
Quinta Pedagógica Armando Vilar
É a primeira Quinta Pedagógica Biológica do país e tem como objectivo mostrar às crianças como é o quotidiano numa quinta e alertá-las para a importância da preservação do planeta, em especial da água.
Para além de experimentarem os engenhos tradicionais de captação de água (picota e nora) e observarem sistemas de rega tradicionais, o moinho de vento, as hortas biológicas, pomares, jardins de ervas aromáticas e os animais autóctones, os visitantes podem participar na alimentação e tratamentos diários dos animais ou fazer pão no forno de lenha da quinta.
Parque da Quinta das Conchas
Nos amplos prados abertos salpicados de arvoredo da Quinta das Conchas, no Lumiar, há lugar para toda a gente, ou não estivéssemos num dos maiores espaços verdes da cidade. São 24 hectares, onde miúdos e graúdos se divertem. Seja a descansar em mantas à sombra dos gigantescos eucaliptos depois do piquenique, seja a correr na mata ou a pedalar de bicicleta, ou a brincar junto a um pequeno olival nos escorregas cor-de-laranja adaptados ao declive existente.
Parque do Monteiro-Mor
O Parque do Monteiro-Mor, localizado no Lumiar, está anexado aos museus nacionais do Traje e do Teatro. Este parque foi mandado plantar no final do séc. XVIII e abrange uma área total de 11 hectares que inclui um jardim botânico, uma zona florestal e uma pequena zona agrícola.
Na densa mata de carvalhos e choupos há uma vasta área de pinheiros, um dos quais é tido como dos maiores de Lisboa. Entre o arvoredo corre uma ribeira, que se atravessa cruzando pontes de madeira. Este é um sítio privilegiado para a observação de aves. A variedade de paisagens ao longo dos 11 hectares do parque também é impressionante. Da mata cerrada passa-se para um grande prado aberto rodeado de árvores. Aqui e ali, esculturas contemporâneas pontuam, com a necessária contenção, os diferentes ambientes.
Jardim Botânico da Ajuda
Com uma magnífica vista sobre o rio, o jardim tem ainda um terraço inferior de três hectares, de inspiração renascentista, a que se acede pela escadaria central com corrimão que liga os dois níveis.
Mesmo quem não aprecia quilómetros de buxo recortado em forma de sebe não pode perder uma das maravilhas do espaço: a fonte das 40 bicas, um espectáculo de pedra e água com os seus répteis e animais marinhos. As estufas antigas e os pavões que se passeiam pelo recinto com impunidade completam o cenário deste jardim de época. Aqueles que ficaram irremediavelmente apaixonados pelo mundo botânico têm bom remédio: passar pelo viveiro e comprar um vaso com uma planta. Ou duas, ou três...
Quinta da Regaleira
Muito perto do centro histórico, a Quinta Regaleira é um dos locais mais enigmáticos de Sintra. O Palácio da Quinta da Regaleira foi construído no início do séc. XX pelo milionário António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920) que aqui conseguiu concretizar um dos seus sonhos, com a ajuda do arquitecto cenógrafo Luigi Manini (1848-1936).
Envolvido por uma vegetação luxuriante, o palácio da Regaleira é uma descoberta fascinante. O jardim, representação do microcosmo, é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. Com a ajuda de um plano-guia, poderá descobrir os vários recantos nos seus mágicos jardins, os seus misteriosos percursos subterrâneos ou os vários edifícios e ambientes de exuberante arquitectura e enigmático simbolismo como o palácio, capela, torres e poços ou as demais dependências acessíveis a visita. Para uma informação mais contextualizada, existem vários tipos de visita guiada (estão sujeitas a marcação prévia).
Buddha Eden Garden
O Jardim Budha Eden (conhecido como Jardim da Paz), no Bombarral, a 15 minutos de Óbidos, é um espaço com cerca de 35 hectares, idealizado e concebido pelo comendador José Berardo, em resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan.
Entre figuras de arte oriental, incluindo guerreiros de terracota, pagodes, dragões e budas e várias esculturas cuidadosamente espalhadas pela propriedade, estima-se que foram usadas mais de seis mil toneladas de mármore e granito. Os 700 soldados de terracota são pintados à mão e cada um deles é único. No lago central é possível observar os peixes koi, e os dragões esculpidos que se erguem da água.
A escadaria central é o ponto focal do jardim, onde os budas dourados dão calmamente as boas-vindas. Além do jardim, é possível visitar-se a loja de vinhos e produtos regionais, da reconhecida marca de vinhos Loridos.
Jardim Botânico de Coimbra
O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, localizado no coração da cidade de Coimbra desde 1772, por iniciativa do Marquês de Pombal, estende-se por 13 hectares em terrenos. Visitar um jardim botânico é como viajar pelo planeta sem sair da cidade.
As colecções de plantas que preenchem cada espaço transportam-nos para diferentes latitudes e regiões do mundo, transformando o Jardim num verdadeiro museu vivo. São várias as possibilidades de visita ao Jardim Botânico, com percursos pensados para todos os públicos, incluindo grupos escolares.
Com estas visitas temáticas é possível ficar a conhecer não só o jardim, como a mata. Há ainda percursos dedicados à história do jardim, à classificação e evolução dos grupos vegetais, bem como à biodiversidade, extinção e sustentabilidade.
Jardim Botânico do Porto
Apesar de limitado no seu espaço, a beleza do Jardim Botânico do Porto não deixa o visitante indiferente.
O jardim romântico - que mantém o traçado delineado nos finais do século XIX - envolve a Casa Andresen, estendendo-se desde os frondosos espaços fronteiros que protegem a propriedade do movimento automóvel da rua do Campo Alegre até às altas sebes de japoneiras, a sul, que escondem no seu interior três delicados jardins, um dos quais perpetua no entrelaçado do buxo as iniciais dos seus antigos proprietários, Joana e João Andresen, avós de Sophia e Ruben A.: o Jardim dos Jota
Parque de Serralves
O parque de Serralves, com os seus 18 hectares de jardins, pastagens e lago, inscreve-se no Porto como um perfumado refúgio. Um ponto de ouro para quem gosta de rápidas escapadelas à confusão da cidade.
Tomar um chá, ler um livro, enquanto se cheira o verde e se ouve o cantar dos pássaros. Passear entre árvores e flores e dar de caras com esculturas de Richard Serra, Claes Oldenburg, Coosje van Bruggen, Maria Nordmann, Francisco Tropa, Alberto Carneiro e Ângelo de Sousa.
Um ninho de paz com sabor a arte. Em harmonia com o parque, erguem-se duas obras de arquitectura: a Casa da Fundação de Serralves, desenhada por Marques da Silva, belíssimo exemplar de arquitectura art déco; e o Museu de Arte Contemporânea, um singular edifício desenhado pelo arquitecto Siza Viera por onde passam grandes nomes da arte nacional e internacional.
Jardim do Paço Castelo Branco
O Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco revela-se como um dos mais originais exemplares do barroco em Portugal. Este jardim, em forma rectangular, é dominado por balcões e varandas com guardas de ferro e balaústres de cantaria.
Ao longo das avenidas, onde não faltam lagos com jogos de água e repuxos, espalham-se muitas outras estátuas alegóricas alusivas a temas tão diversos como os signos do Zodíaco, as estações do ano, os continentes, as quatro virtudes morais ou as três virtudes teologais.
Junto ao jardim, o edifício do Paço Episcopal, cuja construção teve início no final do século XVI destinando-se a residência de inverno dos bispos da Guarda, alberga actualmente o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, outra visita imprescindível nesta cidade.