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Palácio Nacional da Ajuda

Por DR

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27.02.11 Por PÚBLICO

Edificado entre os séculos XVIII e XIX, o Palácio Nacional da Ajuda serviu, durante dezenas de anos, como residência da Família Real portuguesa. Em 1826, o palácio foi pela primeira vez usado como habitação real, instalando-se nele a infanta D. Isabel Maria, regente do reino. Porém, apenas em 1861 ganhou o estatuto oficial de residência régia.


Trata-se de uma arquitectura do tipo civil residencial, de estilo neoclássico, de planta sensivelmente quadrada, organizando, em torno de um pátio quadrangular, quatro alas, cuja volumetria paralelepipédica é coberta por telhados a duas águas, articulados nos ângulos.

A fachada este, tornada principal, apresenta uma organização em três corpos, integralmente em cantaria de lioz. No nível térreo do corpo central abrem-se três arcos de acesso ao grande vestíbulo, onde se rasgam vários nichos preenchidos com estátuas figurando Virtudes, sobre os quais se eleva a varanda nobre, para onde abrem três janelões rectangulares inscritos em arcos de volta inteira e ladeados por colunas.

Este corpo central, destacado, é rematado por um frontão com as armas reais. Os corpos laterais apresentam três ordens de oito janelas e os torreões de planta quadrada, que lateralmente os rematam, quatro ordens de três janelas, sendo encimados por 12 troféus.

O alçado sul, por seu turno, organiza-se em três pisos, em cada um dos quais se rasgam 19 janelas. Uma série de nichos vazios abre-se na base da fachada, que compensa o desnível do terreno.

No interior, há a destacar, entre as inúmeras salas do palácio, no primeiro andar, a Sala dos Archeiros (com pinturas nas sobreportas e troféus nos ângulos); a Sala do Porteiro da Cana (em cujo tecto se observa uma composição em perspectiva arquitectónica); a Sala de Espera ou da Audiência (com uma representação do regresso de D. João VI do Brasil); a Sala de D. Sebastião ou dos Cães (com tecto de André Monteiro e sobreportas de Cunha Taborda); a Sala do Despacho ou do Beija-mão (nos muros observam-se seis tapeçarias de Aubusson, da série História de Alexandre, e no tecto uma alegoria da Felicidade Pública, de Cirilo Wolkmar Machado); a Sala de Música (tecto em grisailles da autoria de Felisberto António Botelho); e ainda a Salinha de Saxe e a Sala de Mármore ou jardim de Inverno.

No segundo andar, registe-se a Sala Oriental (dotada de mobiliário e adereços oriundos da China e do Japão); a Sala de D. Fernando (guarnecida de madeira de carvalho, tecto de caixotões e mobiliário ao gosto holandês e alemão); a Sala Império (em cujos muros se observam três tapeçarias de Aubusson); a Sala dos Gobelins (com várias tapeçarias daquela oficina, executadas segundo cartões de Audran de 1782 e cuja temática são costumes turcos); a Sala do Trono (com pé-direito muito elevado, apresenta uma composição de temática alegórica no tecto, da autoria de Máximo dos Reis); a Sala dos Embaixadores (de planta elíptica, integralmente revestida de placagem de mármore); a Sala de jantar (com trabalhos de talha de Leandro Braga); e ainda a Sala do Corpo Diplomático, a Sala de D. João VI e a Sala da Aclamação ou da Tocha.



Última actualização a 15-10-2012
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