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Convento de Cristo

Por Nuno Ferreira Santos

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07.09.11

Declarado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1984, o Convento de Cristo, em Tomar, começou por ser pertença da Ordem do Templo (séc. XII) para dois séculos depois passar para a égide da Ordem de Cristo. Das várias obras de arquitectura presentes no seu interior destacam-se a janela do capítulo e a charola.


A janela do capítulo é um dos exemplares mais marcantes da arte manuelina em Portugal. Ficou assim conhecida por iluminar uma sala que foi construída para servir de sacristia mas que acabou por ser palco das cortes gerais convocadas por Filipe I de Portugal. Os elementos que compõem a janela aludem à epopeia dos Descobrimentos portugueses, com uma forte presença de elementos marítimos e vegetais.

O estilo manuelino é característico também pela presença, nas fachadas dos edifícios, das divisas de D. Manuel I, da esfera armilar e da cruz de Cristo. A charola (nave de igreja que rodeia o coro e o altar-mor), em forma octogonal, baseou-se no estilo de mesquitas sírias que os cavaleiros da Ordem do Templo trouxeram e aplicaram no Ocidente. Oratório dos Templários, a charola foi adaptada a capela-mor do Convento de Cristo no início do século XVI.

Nesse mesmo século, D. Manuel ordenou a sua decoração com esculturas, pinturas e outros elementos de estilo manuelino. Nas paredes da charola subsistem ainda pinturas sobre madeira constituídas por painéis como "A Entrada de Jesus em Jerusalém", "O Pedido do Centurião", "A Ressurreição de Lázaro" ou "A Ascensão".

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