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Parque Biológico de Gaia

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16.01.01

No Parque Biológico de Gaia, o objectivo não é tentar ignorar a realidade urbana em que passamos a maior parte dos nossos dias. Aquilo que se pretende é que cada um de nós, enquanto visitantes do parque, consiga fazer a ponte entre a cidade agitada e as sensações que a natureza nos proporciona.


A partir daqui é deixar prevalecer a capacidade de dar alguma atenção àqueles espaços que, por serem cada vez mais escassos, devem ser mais valorizados. Situado na periferia da cidade de Vila Nova de Gaia (freguesias de Avintes e de Vilar de Andorinho), é preciso chegar à Estrada Nacional nº 222 para que as indicações da localização do parque não passem despercebidas.

O Parque Biológico é cativante pela organização espontânea dos seus 35 hectares, que se estendem pelo vale do Febros (um afluente do Douro), em cujas margens se podem encontrar velhas casas rurais e moinhos. Por quatro euros, é permitido aos mais velhos relembrar algumas paisagens que, por estarem destruídas, moram no cantinho das recordações; aos mais novos, dá-se a hipótese de ver ao vivo, e de graça, as diferentes formas em que a natureza se pode pronunciar.

Ali pode ver-se um ambiente natural enquadrado num cenário citadino, sem fazer uma reserva natural; pode ver-se os diferentes tipos de animais, sem ter um jardim zoológico; pode apreciar-se um conjunto de árvores, plantas e flores, sem criar um jardim botânico.

Para que não escape nada, as indicações dos caminhos a percorrer dentro do parque estão bem explícitas e é aconselhável o silêncio para poder desfrutar do chilrear de mais de 80 espécies de aves, para poder observar com atenção os movimentos das sete espécies diferentes de répteis, para poder ver sem alterar os comportamentos das 16 espécies de mamíferos.

Toda a flora e fauna do parque está devidamente identificada e geograficamente localizada. Existem alguns animais mais tímidos que só aparecem ao anoitecer, mas, para podermos conhecê-los um pouco melhor, é proporcionada a hipótese de visitar o parque durante a noite. À sombra de algumas simpáticas árvores estão bancos onde se pode fazer um lanche, nas horas em que o ar puro fizer abrir o apetite ou nos momentos em que se sinta, simplesmente, vontade de parar.

E, quando paramos, é possível, de facto, ver ao longe um prédio ou uma estrada que, naquele momento, nos ajudam a consciencializar que, por vezes, é bom saber que há locais muito agradáveis para onde podemos fugir daquilo que cada vez mais nos persegue.

PÚBLICO



Última actualização a 23-02-2011
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