Guialazer

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Por Sílvia Pereira

Na terra do Casulo de Malhoa, até os idosos grafitam. Este é o ano em que Figueiró dos Vinhos se posiciona em força no circuito de arte urbana com o seu próprio festival.


O município queria ser falado "por algo além dos incêndios, das tragédias ou das desconfianças". Em conjunto com a Mistaker Maker - Plataforma de Intervenção Artística, fez nascer o Fazunchar, "onde a arte se faz festa".

O nome vem de um antigo dialecto local (o laínte) e significa "fazer". E há muito para fazer, de facto, entre "vários tipos de arte, em diálogo constante entre elas, com a comunidade e o território".

À terra em que José Malhoa se fixou, onde produziu grande parte da sua obra e que escolheu para mandar construir a sua casa (o tal Casulo) acorrem criadores de murais como o marroquino Mohamed L'Ghacham, o espanhol Julio Anaya Cabanding ou os portugueses Halfstudio e Aheneah (Ana Martins). Esta artista encontrou uma forma original de "bordar" paredes em ponto cruz (na foto) e dará um "workshop" sobre a técnica.

Outras aprendizagens se farão na oficina da Lata 65, o projecto que desafia cidadãos seniores a saírem à rua de "spray" em riste.

Fazunchar é também sinónimo de montras de comércio local intervencionadas, residências artísticas, exposições, cinema, uma arruada, um piquenique comunitário, concertos (Noiserv e Homem em Catarse), conversas e visitas guiadas pelo novo mapa desenhado pelo festival.

Programa completo aqui.