Guialazer

Eu vou (0 Pessoas vão a este evento)

Por Sílvia Pereira

"O caso é sério, ainda que capaz de nos fazer sorrir." A garantia vem de quem dirige o Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP), Igor Gandra. "A passagem do tempo e os seus efeitos na nossa vida colectiva, o destino da Humanidade e das suas invenções técnicas" são fios temáticos para a 28.ª edição.


Espraiada por formatos e áreas artísticas diversas, acolhe, entre outros, a intimidade delicada d'"O Enlace" da Mue Marionnettes (inspirada no universo pictórico de Egon Schiele), a relação entre humanos e máquinas – neste caso, um braço robótico – estudada por Aurélien Bory em "Sans Objet", o absurdo exposto pelos "Macbêtes" do Théâtre de La Licorne, o corpo-deserto concebido para "Jinn" por Carlos Guedes, Kirk Woolford, Kiori Kawai e Cristina Ioan, e as caixas de memórias abertas por Xavier Bobés em "Coisas Que se Esquecem Facilmente". Este é apresentado pela primeira vez em Portugal. Entre os 14 espectáculos programados, também há estreias absolutas: "Fogo Lento", de Costanza Givone; "Quem Sou Eu?", do Teatro de Marionetas do Porto; e "Pequeno Cabaret ao Amanhecer", da Limite Zero. A manipulação do FIMP passa ainda por um "workshop" e três trabalhos em progresso.