Guialazer

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Por Sílvia Pereira

O centro histórico de Loulé volta a ser ocupado pelo festival originalmente dedicado às músicas do mundo da bacia do Mediterrâneo – sem que essa seja, hoje em dia, uma limitação geográfica.


Os convidados vêm de vários pontos do globo, como convém. O extenso cartaz distribui-se por seis palcos: Matriz, Cerca, Castelo, Bica, Arco e Med Classic.

No primeiro dia, os franceses Babylon Circus dedicam-se a um encontro inesperado do folclore de Leste com reggae, jazz, punk e outros sons, enquanto Carminho solta o seu fado. Entretanto, os Skip & Die promovem uma babel consciente, os Jambinai cruzam a tradição musical da Coreia do Sul com ideias pós-rock e ambientais e Cati Freitas canta "Dentro".

No segundo, o cartaz pede especial atenção ao jazz-afrobeat-reggae-soul da cantora israelita (de ascendência etíope) Ester Rada, ao ritmo dos peruanos Cumbia All Stars, ao fado de Raquel Tavares, às melodias do deserto de Aziza Brahim, ao exotismo global e electrónico do projecto israelo-americano Balkan Beat Box e aos blues do holandês Jean Paul Rena.

A chama interventiva da nigeriana Nneka, o funaná modernizado pelos cabo-verdianos Ferro Gaita, a bipolaridade geomusical do congolês Baloji (radicado na Bélgica) e os sons tradicionais com ecos urbanos da guineense Karyna Gomes estão em destaque no último dia do Med 2015.

Além da música, o festival inclui iniciativas que vão da gastronomia ao artesanato, passando por exposições, animação de rua e actividades para os mais pequenos.