Guialazer

    Festival

    Boom Festival 2012

    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos
    • Nuno Ferreira Santos

Eu vou (0 Pessoas vão a este evento)

Por Fábio Monteiro

A lua cheia dá o sinal de partida para a nona edição do Festival Boom. Este ano, entre 28 de Julho e 4 de Agosto, em Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, pessoas de todo o mundo voltam a reunir-se para uma semana de “alinhamento com a natureza”.


Mais de 800 artistas dos quatro cantos do mundo preparam-se para passar pelas margens da barragem Marechal Carmona, entre os quais Andrew Jones, Gaudi, Gocoo, Daniel Popper, Charles Eisenstein, The Do Lab, Mixmaster, Morris, Gerard Minakawa e Rão Kyao. Estão ainda programados mais de cem workshops gratuitos sobre diversas formas de expressão artística, como a música, pintura, graffiti, multimédia, instalações, land art, teatro, cinema, performances, live painting e vídeo arte.

 

É esta multidisciplinaridade que leva a organização a afirmar que “não existe um perfil do público do festival”. “Seja pela cultura, workshops ou ambiente, todos procuram algo diferente”, disse Artur Mendes, membro da organização do festival ao PÚBLICO. “Quem vem ao Boom, não procura artistas, mas sim uma experiência. O divertimento só pelo divertimento não tem valor.”

 

Certo é que a organização conta que a edição de 2012 do Boom seja um sucesso: até à terceira semana de Julho, já tinham sido vendidos 20 mil bilhetes, o que representa um aumento de 20% face aos números do ano passado. E, sublinhou Artur Mendes, “ainda falta na conta os bilhetes vendidos à porta, nos dias do festival”.

 

O Boom é um festival “plantado” em Portugal, mas as suas raízes alastram-se um pouco por todo o mundo. Reflexo disso é o facto de 85% dos bilhetes terem sido vendidos para fora de portas, com “boomers de 101 nacionalidades diferentes já confirmadas.”

 

Desde o início de Julho, aliás, que na página online CouchSurfing, uma comunidade virtual onde pessoas de todas as idades disponibilizam os seus sofás ou camas extra para acolher gratuitamente viajantes, chovem pedidos de acolhimento, ou companhia de viagem para o festival, de todos os cantos do mundo. Foi o caso de Helen Potch, uma sul-africana de 22 anos a residir em Joanesburgo, que acabou por conseguir poiso em Lisboa. A jovem chega a 20 de Julho para o que descreve como “a maior aventura da sua vida”. 

 

A explosão Boom
Para além da importância cultural, o Boom Festival tem também um relevante impacto financeiro em Idanha-a-Nova e zonas envolventes. As prateleiras dos minimercados locais depressa ficam vazias e os agricultores locais aproveitam esta semana “louca” para venderem a sua fruta nas entradas das quintas. 

 

De tal forma que, entre 2011 e 2012, a pedido dos organizadores do Boom, um grupo de alunos do mestrado de Gestão Cultural no ISCTE realizou um estudo de impacto económico do festival no município. As conclusões apontam para que sejam geradas receitas de 15 milhões de euros para a zona envolvente ao festival. 

 

“Mesmo não sendo um estudo certificado, é inegável que este festival tem um grande impacto económico numa zona tão desertificada”, sublinhou Artur Mendes.

 

A luta por uma consciência ambiental
A criação de uma consciência ambiental tem sido, ao longo das várias edições, uma das fortes premissas do Boom. E este ano, além de não ser excepção, torna-se mais ambicioso ao apresentar o projecto Boom Off the Grid, que tem como objectivo tornar a curto prazo a herdade auto-sustentável. 

 

O exemplo é dado já durante o festival com duas das principais áreas do festival - Healing Area e Sacred Fire - a apoiarem-se apenas em energias renováveis, seja através da utilização de painéis solares fotovoltaicos ou do reaproveitamento de óleo usado para alimentar geradores. As restantes áreas continuarão a receber o apoio das estações solares térmicas e eólicas existentes na Herdade desde 2008.

 

Em 2008 e 2010, o Boom foi galardoado com o Greener Festival Award Outstanding. Em 2010, acumulou ainda o prémio Green'n'Clean Festival of the Year nos European Festival Award, além de ter sido convidado pela ONU para fazer parte da United Nations Environmental and Music Stakeholder Initiative, projecto com vista a promover a consciência ambiental junto do grande público.