Guialazer

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Por Sílvia Pereira

O Mosteiro de Arouca está de portas abertas à descoberta dos seus espaços, da sua história e, em particular, da época barroca.


Um dos veículos da viagem é o palato: nos claustros superiores, é possível saborear um jantar a preceito, com encenação a combinar; nos inferiores, está montada uma mostra de doçaria conventual e licores. Outra forma de regressar ao passado é aprender, em "workshops", douramento em madeira, fabrico de velas artesanais ou commedia dell'arte. Entretanto, o monumental órgão de tubos, datado de 1743, faz-se ouvir com os concertos – e outras actividades – da I Bienal de Organistas. É também inaugurada uma exposição de antifonários (livros litúrgicos). Às crianças, é lançado o desafio de uma experiência verdadeiramente imersiva: pernoitar no mosteiro. Tudo para desenhar "Retratos do Barroco", o primeiro dos dois segmentos que constituem "Arouca, História de um Mosteiro".

A seguir vem a Recriação Ristórica, centrada nos rituais monásticos das freiras que o habitavam. É uma reconstituição como nenhuma outra. Convida o público a entrar simultaneamente no monumento e na história da vila, seguindo as monjas em acção: a eleição da abadessa, a tonsura (corte de cabelo que acompanhava a entrada das noviças na vida religiosa), a reunião do capítulo, as preces, as procissões, as melodias gregorianas, as visitas que quebravam a clausura, a distribuição de esmolas, os cuidados médicos, as cerimónias fúnebres, o acolhimento de recém-nascidos através da roda dos enjeitados... Isto enquanto, à sombra do mosteiro, o povo se congrega em torno de artífices, saltimbancos, vendedores, pregadores, músicos em despique e poetas improvisadores.