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Por Sílvia Pereira

Para Sophia de Mello Breyner Andresen, o Jardim Botânico do Porto foi fonte de inspiração. Mas foi, primeiro, uma casa onde cresceu, quando os proprietários eram os seus avós. Agora, a propósito do centenário do nascimento da escritora portuense, o jardim dedica-lhe uma exposição.


"Pour ma Sophie" convida a descobri-la através da sua biblioteca pessoal – ou melhor, de uma selecção de mais 300 livros, muitos deles assinados por outros grandes vultos da literatura, como Torga, Saramago ou Bessa-Luís.

Foram recolhidos e escolhidos por Martim Sousa Tavares, neto de Sophia. "Foi durante as férias de Verão que me interessei pela primeira vez por esses livros, e comecei a constatar que muitos deles estavam assinados, alguns contendo mesmo dedicatórias belíssimas", conta, "e aqui começou a nascer a ideia de fazer algo com eles".

O resultado está numa mistura de arquivo, fotografia e instalação, em que entram também ensaios, traduções, notas, recortes, correspondência e outros documentos do espólio pessoal de Sophia, muitos deles inéditos.

Oxana Ianin, artista responsável pela concepção da exposição, descreve-a como "algo íntimo mas respeitador, pois revela a poeta vista pelos que a admiravam e conheciam". "Acho que atingimos um formato que é íntimo sem ser devassador", acrescenta, "e que poderá permitir ler Sophia através dos seus leitores".