Guialazer

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Por Sílvia Pereira

Começou por "decorar", da noite para o dia, uma cidade do sudoeste inglês com desenhos subversivos. Dessa cidade, Bristol, seguiu para outras.


No processo, foi-se tornando um ícone da arte urbana mais sarcástica e interventiva, com a aura de mistério de quem insiste em esconder a identidade (sem desprimor para as boas teorias sobre ela).

Desenhou na Faixa de Gaza e até montou um hotel peculiar junto ao muro da Cisjordânia. Ergueu também, em Inglaterra, um parque de diversões satírico chamado Dismaland. Mais recentemente, surpreendeu com a autodestruição de uma valiosa obra sua num leilão.

A obra foi sendo registada por um artista conterrâneo, o fotógrafo Barry Cawston. A exposição "Banksy's, Dismaland and Others" mostra uma selecção de 44 imagens em grande formato, captadas ao longo de 25 anos por aquele que se tornaria uma espécie de fotógrafo oficial de Banksy – tão oficial quanto pode ser alguém ligado a um activista e agente artístico secreto que faz pouco do sistema. "Não faço ideia do que ele irá fazer a seguir", admite Cawston, "mas estou muito ansioso por ver".