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    Exposição

    Contextile 2014 - Bienal de Arte Têxtil Contemporânea

    • "Naturaleza Desdoblada", da artista mexicana Miriam Medrez, Prémio de Aquisição da Contextile 2014 | Exposição internacional na Casa da Memória Nelson Garrido
    • Exposição internacional na Casa da Memória
      Exposição internacional na Casa da Memória Nelson Garrido
    • Exposição internacional na Casa da Memória
      Exposição internacional na Casa da Memória Nelson Garrido
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Por Samuel Silva

Trinta artistas japoneses, que têm em comum o facto de utilizarem matérias-primas pouco convencionais na concepção de obras de arte contemporânea, estão em destaque na segunda edição da Contextile, a (agora) bienal de arte têxtil contemporânea.


A exposição convidada, "Fiber Futures – Japan’s Textile Pioneers", é constituída por 35 obras de artistas que são pioneiros na criação de arte com as chamadas “fibras do futuro”. Estes nipónicos usam, por exemplo, pasta de papel ou fibras sintéticas, nas suas obras, mas também cânhamo ou cortiça. A escolha das peças foi feita pela International Textile Network Japan e a passagem por Guimarães está integrada numa itinerância internacional começada em 2011, e que se estende até 2015, com passagens por museus de São Francisco, Paris e Madrid, por exemplo.

Além do Japão, a Contextile convida artistas de outros três países: Lituânia, Estónia e Espanha mostram uma selecção de alguns dos principais criadores contemporâneos que utilizam o têxtil como suporte para os seus trabalhos.

Além das exposições internacionais, o elemento central do programa é a mostra competitiva, que reúne obras de 50 artistas, selecionadas entre as mais de 260 candidaturas recebidas. As obras podem ser visitadas na Casa da Memória, até 5 de Outubro. O Prémio de Aquisição da Contextile 2014, patrocinado pela autarquia local, foi para “Naturaleza Desdoblada”, da artista mexicana Miriam Medrez.

Uma das novidades do programa deste ano é a iniciativa "Emergência", que partiu de um convite aos alunos das escolas artísticas Soares dos Reis (Porto) e António Arroio (Lisboa) e Faculdade de Belas Artes do Porto para a criação de produção de trabalhos de arte têxtil, apresentados no Instituto do Design da Universidade do Minho.

Outra evolução da segunda edição do certame é a extensão na MODtissimo, uma realização integrada na Porto Fashion Week. O momento serve para assinalar a aproximação entre a bienal de arte têxtil e os industriais do sector, que continua a ser marcante na região. Fruto de uma parceria com a Associação dos Têxteis de Portugal, a bienal convida artistas para conceberem duas intervenções de arte pública no edifício da Alfândega do Porto, que acolhe o certame de moda, a 24 e 25 de Setembro.

Foi o “sucesso reconhecido” da primeira edição da Contextile, integrada na Capital Europeia da Cultura de 2012, que motivou a continuidade ao projecto, revelou Joaquim Pinheiro, da organização. A dinâmica criada e o envolvimento com algumas entidades locais e regionais levaram mesmo os responsáveis a rever o seu conceito, abandonando a intenção original de uma realização a cada três anos para passar a assumir um formato de bienal. O objectivo da organização continua, porém, inalterado em relação a 2012: "colocar o têxtil num outro contexto, o da arte contemporânea".