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Por Susana Pomba

Na sua primeira exposição no país o holandês Melvin Moti apresenta peças em vidro que nascem de um diálogo que pretende estabelecer com um artista do movimento Fluxus falecido em 2007 - Ludwig Gosewitz.


"Echo chamber" é uma expressão utilizada pelo escritor E. M. Forster para descrever um espaço onde escritores dialogam entre espaço e tempo. Partindo daqui, Melvin Moti (n.1977, Roterdão) estabelece nesta exposição uma conversa com o artista Ludwig Gosewitz (1936, Naumburg - 2007, Bad Berka), conhecido pelos seus desenhos de mapas e diagramas geométricos e pelo seu contributo para o movimento Fluxus (activo nas décadas de 60 e 70). A partir de determinado momento da sua vida, Gosewitz começou a praticar uma actividade oposta aos seus desenhos geométricos, e menos conhecida - objectos em vidro soprado. Gosewitz acabou mesmo por se tornar professor da arte do vidro na Academia de Arte em Munique.  

Moti, que tem vindo a investigar esta arte, interessou-se pela vida de Gosewitz e estabeleceu um diálogo com ele nesta "Echo Chamber". Numa sala são expostos desenhos originais de Ludwig Gosewitz, enquanto noutra o holandês mostra uma série de peças em vidro soprado realizadas por si em Lisboa e um mural que cobre uma das paredes da Kunsthalle Lissabon.