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Por Marco Puga

Um diálogo reinventado pelo bailarino e coreógrafo tailandês Pichet Klunchun, tendo como ponto de partida a peça “Danse Siamoise”, interpretada na Ópera de Paris, há exactamente 100 anos, pelo lendário bailarino dos Ballet Russes, Vaslav Nijinsky.


Pichet Klunchun faz a ponte entre a linguagem da dança tradicional clássica tailandesa e a sensibilidade contemporânea neste "Nijinsky Siam", que remete para as imagens da primeira dança clássica tailandesa que viajou pela Europa em 1900 e que impressionou muitos artistas da época, incluindo o próprio fundador dos Ballets Russes, Sergei Diaghilev.

Através de uma pesquisa cuidadosa, Pichet dá vida a poses e movimentos de documentos arquivados sobre as performances de Nijinsky, retratando o seu projecto de vida - o "virar de página" da técnica da dança clássica. Interessa-lhe perceber como o bailarino/coreógrafo russo criou novos gestos exóticos, baseando-se na beleza que viu da dança clássica tailandesa.

Nesta obra, Nijinsky é convocado para o palco através de pinturas, fotografias, bonecos tradicionais "nang yai" e sombras. Desta forma cria-se um diálogo sensível de dança entre os dois artistas: um diálogo reinventado entre a sombra e a luz que nos convida a perceber os actos de "reconstrução" de culturas.

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