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Por Marco Puga

É em fase de plena maturidade artística que o compositor Luís Tinoco e a coreógrafa Olga Roriz aceitam esta encomenda do Centro Cultural de Belém. Luís Tinoco propõe-se lançar uma ponte para a música de Stravinski, e Olga Roriz criará a sua própria Sagração da Primavera, "ritual" quase obrigatório no percurso de um coreógrafo. De 29 Maio, a 3 de Junho.


A Sagração da Primavera é uma das mais importantes obras sinfónicas do século XX. Encerra uma trilogia de bailados (depois de Pássaro de Fogo, em 1910, e Petrushka, em 1911) que Igor Stravinsky compôs para a companhia dos Ballets Russes, de Sergei Diaghilev.

 

No dia em que se celebra o 97º aniversário da estreia de "Le Sacre du Printemps" no Théatre des Champs-Élysées em Paris, a coreografia Olga Roriz estreia esta peça, para 22 bailarinos, acompanhada ao vivo pela Orquestra Metropolitana de Lisboa (dirigida pelo Maestro Cesário Costa). "Sinto que andei sempre a ouvi-la, que esteve sempre comigo, e mantenho um enorme apreço por ela desde a primeira vez que a ouvi" - o interesse de Luís Tinoco pela partitura de Stravinsky vem do tempo de estudante de Composição. Para Olga Roriz, o contacto decisivo com a Sagração da Primavera foi já enquanto coreógrafa, ao assistir à criação de Pina Bausch. A memória histórica e cultural à volta da composição de Stravinsky é a base de inspiração deste programa. Mas as obras a apresentar nascem de um universo muito pessoal, como Olga Roriz afirma: "A Sagração há-de estar dentro de mim."

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