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Por Sílvia Pereira

Com Cristina Branco, um disco nunca é só um disco. Nem ela é só ela. Cada disco traz um conceito, uma redefinição ou uma persona a explorar – neste caso, uma tal de Eva Haussman.


A cantora começou a construí-la em 2006 – com direito a biografia própria e tudo –, como uma projecção da liberdade que na altura lhe faltava. Entretanto, os álbuns "Menina" (2016) e "Branco" (2018) lançaram e cimentaram um caminho de fusões e revoluções do seu som, à margem do fado. "Eva" funciona como fecho dessa trilogia. E nasce da combinação (e da partilha com os seus músicos e letristas) não só da tal biografia do "alter ego", mas também de páginas recentes do seu diário pessoal.