Guialazer

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Por Sílvia Pereira

Na quarta noite Black Balloon, Pedro Ramos partilha a cabina com as misturas dos Junior Boys e convida a norte-americana Joan Wasser para abrir a função. Na pista de dança, as coordenadas não são menos interessantes: a ditá-las, além da residente Yen Sung, está o canadiano Tiga. Mas vamos por partes.


Sublime, desarmante e devastadora têm sido os adjectivos usados para descrever a força da mulher a quem o saudoso Jeff Buckley dedicou "Everybody here wants you": Joan Wasser, mais conhecida como Joan As Police Woman. A sua voz melancólica, intimista e tocante, frequentemente comparada a nomes como Nina Simone, Dusty Springfield ou Chrissie Hynde, foi recebida de braços abertos pelo público português desde a primeira vez, na abertura dos concertos de Rufus Wainwright, em 2005.

Com os Junior Boys e Tiga, a conversa é mais ou menos a mesma no que respeita aos braços abertos. O ritmo é que é outro: de um lado, electro-pop; do outro, electrónica sensual e house-tecno de sensibilidade pop. Os canadianos Junior Boy (radicados nos EUA) pegam na electrónica como um elixir de juventude para a música dos anos 80. E saem-se tão bem que a crítica diz que eclipsam a maior parte da concorrência. Quanto ao compatriota Tiga, é um dos mais requisitados DJ do mundo desde um tal de "Sexor" (o álbum que continha "You gonna want me"). É também um velho conhecido da discoteca lisboeta, onde insiste em deixar excelentes memórias.