Guialazer

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Por Sílvia Pereira

O exotismo e a sensualidade vão inundar a Gulbenkian: vêm aí Natacha Atlas. É uma oportunidade única para conhecer de perto a diva do etno-pop europeu - uma voz que, segundo a revista "Uncut", "enfeitiça em qualquer língua".


A cantora vem dar a conhecer o mais recente trabalho, “Mounqaliba: In a State of Reversal“. O álbum é composto por originais, mas também por versões de Nick Drake e Françoise Hardy. Foi considerado um dos melhores de 2010 por boa parte da crítica especializada em músicas do mundo.

Na linha dos Transglobal Underground, a que emprestou a voz, esta cantora egípcia radicada em Londres mistura elementos étnicos descaracterizados com batidas electrónicas.

As fusões Oriente-Ocidente resultam num híbrido que se assume como um constante desafio a catalogações. O uso de diversos idiomas também concorre para esse eclectismo, que pode surpreender pelo resultado uno e coerente.

"Ela é rosto da cultura do amanhã: não de uma qualquer linhagem geográfica, mas de uma infusão de culturas num único corpo dinâmico", escreveu a "Global Rhythm".

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