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Quando se fala em MPB, um nome vem imediatamente à cabeça: Chico Buarque, um dos compositores e cantores brasileiros com maior reputação internacional. Depois de uma prolongada ausência dos palcos, regressa a Portugal para uma série de datas que prometem esgotar: Espinho (28 de Outubro), Porto (30 de Outubro a 1 de Novembro) e Lisboa (3 a 8 de Novembro).


Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro em 1944. Construíu uma carreira que deixou marcas nas últimas quatro décadas. Mais que uma referência incontornável ou uma influência incomparável - é um ícone insubstituível.

À preciosa obra passada, junta-se a invejável vitalidade criativa que revela hoje: na literatura, no teatro, na poesia, no cinema e, claro nas canções.

Basta ouvir o muito aguardado "Carioca", editado oito anos depois de "As Cidades". São 12 canções inéditas que funcionam como uma história das origens do músico. "É uma homenagem a São Paulo", diz Buarque em tom desafiador. Foi aí que passou a adolescência. Chamavam-lhe "carioca". "Acho que chegou a hora de dizer 'Sou carioca, sim. Com as belezas e as mazelas todas que isso significa'".

E assim temos Buarque a cantar como ninguém a vida na "cidade maravilhosa". Como em "Subúrbio": "Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção/ Traz as cabrochas e a roda de samba/ Dança teu funk, o rock, forró, pagode, reggae/ Teu hip-hop/ Fala na língua do rap/ Desbanca a outra/ A tal que abusa/ De ser tão maravilhosa."

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