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CAL - Centro de Artes de Lisboa

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05.11.02

O novo Centro de Artes de Lisboa (CAL), na Graça, tem um auditório, cinco estúdios, um centro de documentação e um bar. Criado por Adriana Queiroz, 38 anos, antiga primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, o centro é dirigido aos artistas e não recebeu nenhum apoio estatal.


O investimento - de 1,2 milhões de euros (240 mil contos) - foi repartido pela família da directora: o pai comprou o armazém, a mãe financiou as obras e Adriana Queiroz investiu o restante. O CAL tem estúdios de diversas dimensões, todos brancos, insonorizados. O auditório, uma sala polivalente, tem capacidade para cerca de 70 pessoas. Dividido em centro diurno e nocturno, o CAL estará virado essencialmente para os artistas e profissionais ligados às artes do espectáculo. Quer ser também um espaço cultural alternativo, transdisciplinar. A ideia é que actores, bailarinos, músicos e técnicos de diversas áreas se cruzem num ambiente informal ao mesmo tempo que frequentam as diversas actividades.

Reunindo uma série de colaboradores - como os actores Miguel Guilherme, Adriano Luz, as coreógrafas Clara Andermatt, Olga Roriz, os músicos Bernardo Sassetti ou Pedro Jóia - a directora do CAL planeou assim vários ateliers, workshops e cursos que, numa primeira fase, vão também testar a sua viabilidade como actividades regulares.

À noite, sobretudo entre sexta-feira e domingo, o auditório fica reservado para a apresentação de espectáculos, concertos, performances e coreografias, mas também de projectos desenvolvidos pelos sócios ou por quem alugar a sala. A vocação deste espaço é ser um local onde se possam apresentar criações experimentais "sem o peso de um espectáculo", sem pressões. Além disso, o CAL será mediador de outros serviços como baby-sitter, psicoterapia ou consultoria financeira.

Joana Gorjão Henriques (PÚBLICO)



Última actualização a 24-09-2004
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